Parem as máquinas. Notícia muito importante divulgada pela Cacau Oliver Assessoria:
CANTORAS DO GRUPO SEXY DOLLS TEM MALAS EXTRAVIADAS
As integrantes do grupo Sexy Dolls Brasil Sabrina Boing, Julia Paes e Carol Miranda entraram para o time de vítimas de confusão de bagagens, hoje a tarde (19/09) as cantoras que estão de passagem na cidade de Fortaleza – CE para a cidade de Belém,onde serão Musas da Parada Gay Feminina na Capital do Paraense, tiveram suas malas extraviadas, a companhia aérea se desculpou e informou ao grupo que as malas chegarão a tempo no seu destino.
C1 Assessoria de Imprensa (Cacau Oliver)(Fone:11 2507 – 0577 / 2507 – 0578 /9967-4626(Nextel:11 7813-6913 – ID:30*53783www.concorrencia1.com.brcacau.oliver@uol.com.brMSN: cacau_olliver@hotmail.com
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Notícia urgente!
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Zona no YouTube
Passei em branco no barraco estratosférico do Kanye West, mas ontem à noite voltei ao YouTube, esse corredor de replays, para recuperar a história. Tentei, por quase uma hora, ver, afinal o que o rapper debiloide fez de verdade, mas acabei aturando um festival ilimitado de narcisismo, como o vídeo acima. Em vez do vídeo anexado com a cena constrangedora, milhares de pessoas apareciam em vídeos caseiros protestando, contra e a favor, e a rede de vídeos onde você acha tudo virou uma terra de ninguém.
Quase 50 vídeos depois, desisti. Hoje de manhã o cenário mudou. Parece que o YouTube resolveu fazer uma varredura na quadrilha de loucos e o vídeo original passou a ser listado logo de cara.
Quase 50 vídeos depois, desisti. Hoje de manhã o cenário mudou. Parece que o YouTube resolveu fazer uma varredura na quadrilha de loucos e o vídeo original passou a ser listado logo de cara.
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domingo, 6 de setembro de 2009
A vingança dos mexicanos

Eu já desconfiara, em julho, quando Maria Antonia enfileirou dezenas e canções hispânicas, irradiando a casa com termos absolutamente chicanos. Minha filha de 9 anos, que mora em Fortaleza, precisava de um choque de ordem musical. Sentei-a à mesa e empurrei goela adentro a história de Chico Buarque e Tom Jobim, diante de um tédio desanimador. Achava que era algo enfronhado na cultura do lugar onde mora. Até ir com ela, ontem (domingo) ao show da Isa TKM, heroína, eu descobri, de toda a Zona Sul carioca. Os ídolos da minha filha e de milhares de novas patricinhas são mexicanos. Foi difícil entender por que milhares de crianças se empurravam n Vivo Rio para ver a mocinha da Nickelodeon, cuja novelinha diária, dizem, vai ser exibida na Band.
Voltei no tempo e lembrei, obviamente, do Menudo e adjacências. Havia a mesma fervura, só que, sem a internet, tínhamos um limite para abarcar o pior que a cultura latina poderia nos oferecer. Mesmo assim, os pais levavam seus filhos aos estádios para ver Robby e Cia rebolarem ao som de Não se reprima.
Maria Antonia para tudo às 19h. Quando a novela feita em coprodução com a Sony Pictures Television, de 52 minutos de duração, escrita pela autora venezuelana Mariela Romero, vai ao ar, não há português que a tire de frente da TV. Estamos falando de uma hipnose fatal. Estamos agora no Rio de Janeiro, talvez um dos dias mais importantes da vida da minha filha. Ela vai poder cantar e bailar as 11 músicas que Isa Tkm, num momento do show, sabiamente, revela sua ansiedade: “Não sabíamos se vocês iam gostar de nossas músicas. Estamos muito felizes por isso”, disse a mocinha diante da ovação histérica dos fãs dos Beatles mexicanos.
O show é playback, claro. Com coreografia urdida na tradição porto-riquenha, quase aeróbica. E conta a historinha de Isa Tkm, que é apaixonada pelo garotão Alex, este dividido entre ela e uma outra menina que usa de várias artimanhas para mantê-la longe do sujeito. Roteirinho previsível. O espetáculo, com alguma pirotecnia, é pura reprodução do que funciona direitinho na TV.
Vejo Paulinho Moska e filho passarem e um monte de conhecidos, jornalistas, claro. Todos, decerto, intimamente pensando, “Onde vamos parar com isso?”. Numa criação mais controlada, Isa Tkm não faria parte do dia a dia da minha filha. Mas estamos sem tempo, o mundo pede a nossa presença, as contas, os problemas, o trabalho e o futuro. Eu, então... minha filha mora em Fortaleza. Ela vai ficar dividida entre o forró e Isa Tkm e não há nada que eu possa fazer, a não ser enfiar MPB em seus ouvidos. Momentos que, eu sinto, são de pleno terror para ela.
Não há espaço para andar no Vivo Rio, a casa de shows da companhia de celular no Aterro do Flamengo, alocada no MAM. Compramos uma bandana a R$ 10, e minha filha carrega um cartaz todo colado em papel A4 com dizeres como “Isa, em Brasil! Besos!”. Na primeira parte do show ela não consegue ver nada. Vamos combinar que eu, com quase 40 anos, não tenho tanta força muscular para botar no pescoço uma menina que está pesando 44 quilos, em meio a uma multidão. É quando alguém da produção pede aos pais que sentem para que seus filhos possam ver o show. Na segunda metade do espetáculo, então, aproveito a deixa para botar Maria na grade, colada no palco. É quando seus sonhos são realizadas. Ela consegue botar tocar a mão nas mãos de Isa e Alex. Diz que não quer tomar banho por muito tempo. Eu calo. Vejo que não é o momento de tirar o prazer chicano de minha filha. Amplificado por aquela horda de crianças exauridas.
Voltei no tempo e lembrei, obviamente, do Menudo e adjacências. Havia a mesma fervura, só que, sem a internet, tínhamos um limite para abarcar o pior que a cultura latina poderia nos oferecer. Mesmo assim, os pais levavam seus filhos aos estádios para ver Robby e Cia rebolarem ao som de Não se reprima.
Maria Antonia para tudo às 19h. Quando a novela feita em coprodução com a Sony Pictures Television, de 52 minutos de duração, escrita pela autora venezuelana Mariela Romero, vai ao ar, não há português que a tire de frente da TV. Estamos falando de uma hipnose fatal. Estamos agora no Rio de Janeiro, talvez um dos dias mais importantes da vida da minha filha. Ela vai poder cantar e bailar as 11 músicas que Isa Tkm, num momento do show, sabiamente, revela sua ansiedade: “Não sabíamos se vocês iam gostar de nossas músicas. Estamos muito felizes por isso”, disse a mocinha diante da ovação histérica dos fãs dos Beatles mexicanos.
O show é playback, claro. Com coreografia urdida na tradição porto-riquenha, quase aeróbica. E conta a historinha de Isa Tkm, que é apaixonada pelo garotão Alex, este dividido entre ela e uma outra menina que usa de várias artimanhas para mantê-la longe do sujeito. Roteirinho previsível. O espetáculo, com alguma pirotecnia, é pura reprodução do que funciona direitinho na TV.
Vejo Paulinho Moska e filho passarem e um monte de conhecidos, jornalistas, claro. Todos, decerto, intimamente pensando, “Onde vamos parar com isso?”. Numa criação mais controlada, Isa Tkm não faria parte do dia a dia da minha filha. Mas estamos sem tempo, o mundo pede a nossa presença, as contas, os problemas, o trabalho e o futuro. Eu, então... minha filha mora em Fortaleza. Ela vai ficar dividida entre o forró e Isa Tkm e não há nada que eu possa fazer, a não ser enfiar MPB em seus ouvidos. Momentos que, eu sinto, são de pleno terror para ela.
Não há espaço para andar no Vivo Rio, a casa de shows da companhia de celular no Aterro do Flamengo, alocada no MAM. Compramos uma bandana a R$ 10, e minha filha carrega um cartaz todo colado em papel A4 com dizeres como “Isa, em Brasil! Besos!”. Na primeira parte do show ela não consegue ver nada. Vamos combinar que eu, com quase 40 anos, não tenho tanta força muscular para botar no pescoço uma menina que está pesando 44 quilos, em meio a uma multidão. É quando alguém da produção pede aos pais que sentem para que seus filhos possam ver o show. Na segunda metade do espetáculo, então, aproveito a deixa para botar Maria na grade, colada no palco. É quando seus sonhos são realizadas. Ela consegue botar tocar a mão nas mãos de Isa e Alex. Diz que não quer tomar banho por muito tempo. Eu calo. Vejo que não é o momento de tirar o prazer chicano de minha filha. Amplificado por aquela horda de crianças exauridas.
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Mundo Online
Confissão: nunca andei de metrô no Rio até a última segunda-feira. Desconhecia os ramais disponíveis, para onde ia, quanto custava, como era o processo. Não sabia absolutamente nada. Entre as gratas descobertas, a melhor: em 15 minutos estou dentro da empresa que trabalho agora, na São José, no Centro. Ando do Leblon à Estação Cantagalo. O sujeito que trabalhou a vida inteira numa redação, sem precisar ir ao Centro, acaba internado num mundo à parte.
Depois de 20 anos flanando entre gritas de fechamento, descobri o silêncio e o feriado. Esta semana, o Gmail deu pau. Estivesse numa redação de jornal, lideraria um exército de loucos ensandecidos pedindo a volta do nosso arquivo de vida digital. Mas há calma nessa hora do lado de cá. Lembro-me de, por brincadeira, chegar ao trabalho e anunciar a todos que naquele dia ia mandar desligar a internet para testarmos a apuração dos repórteres. Eu nunca vi olhares tão desesperados.
Trabalhar no Centro tem duas perspectivas: uma gastronômica. Aqui em volta há praticamente um tour gourmet que precisa ser praticado. A outra é que, para um sujeito como eu que passou a vida inteira andando de carro para tudo que é lado, entrar num metrô e esperar alguém te levar é algo absolutamente impensado para mim até então. Tudo bem que falta é estação na cidade. Mas até minha morte chega ao Leblon.
Entrei no mundo online como nunca antes. Estava dividido entre o planeta off e o planeta on. Em 1995, numa conexão discada, na qual demorava quase 20 minutos para entrar num site simples, eu pensara ser um avant-garde. O papel foi me absorvendo cada vez mais e a internet virou um acessório. Agora, não. Não há uma parte do meu corpo off. São pensamentos digitais frenéticos. O que para mim era esboço agora é wire frame. O que decerto era a estrutura do site agora é arquitetura da informação. Nada que horas e horas e horas estudando não resolvam. Porque no final o que vai importar mesmo é o jornalismo.
Estamos aqui concentrados na reestruturação do site www.cinema.com.br, que deve ser relançado em outubro, entre outros projetos digitais. Nesse momento leio um monte de (ótimos) currículos. Um punhado de gente online. A garotada nasceu online. Renascerei assim com essa turma.
Depois de 20 anos flanando entre gritas de fechamento, descobri o silêncio e o feriado. Esta semana, o Gmail deu pau. Estivesse numa redação de jornal, lideraria um exército de loucos ensandecidos pedindo a volta do nosso arquivo de vida digital. Mas há calma nessa hora do lado de cá. Lembro-me de, por brincadeira, chegar ao trabalho e anunciar a todos que naquele dia ia mandar desligar a internet para testarmos a apuração dos repórteres. Eu nunca vi olhares tão desesperados.
Trabalhar no Centro tem duas perspectivas: uma gastronômica. Aqui em volta há praticamente um tour gourmet que precisa ser praticado. A outra é que, para um sujeito como eu que passou a vida inteira andando de carro para tudo que é lado, entrar num metrô e esperar alguém te levar é algo absolutamente impensado para mim até então. Tudo bem que falta é estação na cidade. Mas até minha morte chega ao Leblon.
Entrei no mundo online como nunca antes. Estava dividido entre o planeta off e o planeta on. Em 1995, numa conexão discada, na qual demorava quase 20 minutos para entrar num site simples, eu pensara ser um avant-garde. O papel foi me absorvendo cada vez mais e a internet virou um acessório. Agora, não. Não há uma parte do meu corpo off. São pensamentos digitais frenéticos. O que para mim era esboço agora é wire frame. O que decerto era a estrutura do site agora é arquitetura da informação. Nada que horas e horas e horas estudando não resolvam. Porque no final o que vai importar mesmo é o jornalismo.
Estamos aqui concentrados na reestruturação do site www.cinema.com.br, que deve ser relançado em outubro, entre outros projetos digitais. Nesse momento leio um monte de (ótimos) currículos. Um punhado de gente online. A garotada nasceu online. Renascerei assim com essa turma.
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